A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho O grande Homero s vezes dormitava garante Hor cio Outros poetas d o se a uma sesta de vez em quando com preju zo da toada e da eloqu ncia do discurso Mas infelizmente n o s o apenas os poetas que

  • Title: A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
  • Author: Mário de Carvalho
  • ISBN: null
  • Page: 236
  • Format: capa mole
  • O grande Homero s vezes dormitava, garante Hor cio Outros poetas d o se a uma sesta, de vez em quando, com preju zo da toada e da eloqu ncia do discurso Mas, infelizmente, n o s o apenas os poetas que se deixam dormitar Os deuses tamb m.Assim aconteceu uma vez a Clio, musa da Hist ria que, enfadada da imensa tape aria milen ria a seu cargo, repleta de cores cinzentas eO grande Homero s vezes dormitava, garante Hor cio Outros poetas d o se a uma sesta, de vez em quando, com preju zo da toada e da eloqu ncia do discurso Mas, infelizmente, n o s o apenas os poetas que se deixam dormitar Os deuses tamb m.Assim aconteceu uma vez a Clio, musa da Hist ria que, enfadada da imensa tape aria milen ria a seu cargo, repleta de cores cinzentas e coberta de desenhos redundantes e mon tonos, deixou descair a cabe a loura e adormeceu por instantes, enquanto os dedos por in rcia continuavam a trama Logo se enlearam dois fios e no desenho se empolou um n , destoante da lisura do tecido Amalgamaram se ent o as datas de 4 de Junho de 1148 e de 29 de Setembro de 1984.Os automobilistas que nessa manh de Setembro entravam em Lisboa pela Avenida Gago Coutinho, direitos ao Areeiro, come aram por apanhar um grande susto, e, por instantes, foi, em toda aquela rea, um estridente rumor de motores desmultiplicados, trav es aplicados a fundo, e uma sarabanda de buzinas ensurdecedora Tudo isto de mistura com retinir de metais, relinchos de cavalos e impreca es guturais em alta grita que, nessa ocasi o mesma, a tropa do alm ada Ibn el Muftar, composta de berberes, azenegues e rabes em n mero para cima de dez mil vinha sorrateira pelo valado, quase beira do esteiro de rio que ali ent o desembocava, com o prop sito de p r cerco s muralhas de Lixbuna, um ano atr s assediada e tomada por ordas de nazarenos odiosos.

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      236 Mário de Carvalho
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      Posted by:Mário de Carvalho
      Published :2018-08-16T07:09:56+00:00

    1 thought on “A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho”

    1. Este é o livro português mais original que já li. A sua singularidade não tem nada que invejar à do moçambicano Mia Couto. A obra, muito breve, é uma recopilação de seis contos, cada qual mais estranho.A primeira notícia que tive de Mário de Carvalho foi enquanto investigava para o meu artigo de divulgação em Espanha sobre romance histórico português. Para a minha escrita, foram de grande utilidade o próprio e as fichas sobre romance histórico de Pedro Almeida Viera. Foi a trav [...]

    2. Um livro de contos divertidíssimo, onde a crítica aparece à vista de todos forrada a sarcasmo. Grande parte versa sobre crenças religiosas e todos assentam num universo fantástico ou non sense do qual, geralmente, não sou fã mas que aqui me pareceu indispensável. Gostar de 6 em 6 contos, ainda que de uns mais do que de outros, é um resultado vencedor e animador que prova que a minha primeira experiência com Mário de Carvalho não podia ter corrido melhor. Sigo com um romance que estas [...]

    3. Eis um livro totalmente inesperado, com um subtil humor e um caracter tão "Lusitano" que me deixou realmente feliz de ter descoberto este autor, de quem até agora nunca tinha lido nada.A atenção dos leitores vai naturalmente para o conto que dá nome à obra: "A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho" - um primor de imaginação e de escrita! Graças ao breve sono de Clio, Musa da História, misturam-se durante algum tempo dois fios do tempo: e é assim que chegam em plena Avenida Gago Cou [...]

    4. Esta pequena obra (não chega às 90 páginas) reúne seis contos publicados pelo autor em 1983. O mais conhecido de todos é o que vem a dar o nome a esta colectânea, A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho. Nesta pequena narrativa relata-se as consequências da mistura de duas datas, 4 de Junho de 1148 e 29 de Setembro de 1984, causada pela momentânea sesta de Clio, a musa da História. Assim, em plena Av. Gago Coutinho encontraram-se automobilistas do séc. XX e guerreiros do séc. XII. [...]

    5. SinopseUma horda de cavaleiros berberes do século XII vê-se subitamente em plena Avenida Gago Coutinho por incúria da deusa Clio, que se deixa adormecer, enredando na sua tapeçaria milenar os acontecimentos de 4 de Junho de 1148 e 29 de Setembro de 1984.Um elevador não pára de subir. Um frade no seu convento resiste ao Dia do Juízo Final. Um homem simples vive um quotidiano dantesco.Um chimpanzé é capaz de reescrever a obra Menina e Moça. Um navio negro, desarvorado, muito maltratado p [...]

    6. Através de um realismo quase assustador e a utilização de vocabulário erudito, Mário de Carvalho transporta-nos por inauditas aventuras

    7. Desconhecia o autor. Descobri-o através de um concurso de leitura em que estou a participar. É um livro bastante pequeno, constituído por seis contos, que se lê em uma, duas horas, no máximo. Confesso que foi com estranheza que li o primeiro conto, "In excelsum", sobre um homem que fica preso num elevador e acaba por chegar, supostamente, até Deus, que diz, na minha perspectiva, uma das frases mais marcantes: "-São imprevisíveis os caminhos que a Mim conduzem." Não sendo religiosa, acab [...]

    8. Talvez tenha lido este livro na altura errada, talvez não tenha maturidade suficiente para o entender (embora seja um livro recomendado pelo Plano Nacional de Literatura, por isso não creio que se trate disso) ou então, em algumas ocasiões, o sono e a desmotivação era tanta que eu não prestei a devida atenção. Não sei se este seis contos têm, para além de um sarcasmo claríssimo, alguma mensagem por detrás - mas se têm, não as consegui descobrir, o que me irritou de cada vez que c [...]

    9. Pequeno livro de contos onde Mário de Carvalho dá largas à sua imaginação, tratando e trabalhando o português como poucos. A porta que deixa sempre aberta entre fantasia e realidade e aberta e fechada constantemente, convidando sempre o leitor a entrar. É um daqueles livros que se lê e relê sempre com gosto e quase sempre com um sorriso na cara.

    10. Because Catholic theology, statistics and afterlife are not topics that particularly interest me, I was not that into this book. That is not to say that it is not witty and descriptive, only not a fan of the themes.

    11. Este é o livro mais estranho que já li em toda a minha vida!Elevadores que sobem até ao Céu, frades que flutuam, uma guerra no meio do transito, e o mais estranho, alguém que tem um monstro dentro da banheira e age como se não fosse nada muito importante Simplesmente assustador!

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